Skate

Não tenho nada contra skate ou skatistas, sinceramente.

Por morar tanto tempo ao lado da praça Roosevelt, em São Paulo, se me perguntarem quantos skatistas existem na cidade eu vou chutar um número muito maior do que um paulistano médio. Faz parte da minha vizinhança.

E no que mais importa, a ocupação do espaço público é a consequência mais importante dos stakistas.

O meu problema é não conseguir entender o apelo do skate. Nem como diversão, nem como transporte. Entendo como esporte radical. Joguei bastante Tony Hawk’s no PlayStation 1, o que não significa nada. É só uma boa memória minha com o skate.

Mas o skate que entendo é bem diferente do que vejo ao meu redor.

Juntando esse não entender e o persistente estado de julgamento trazido pela pandemia, um pensamento sarcástico acabou se transformando em uma opinião cínica: o skate é uma grande demonstração da necessidade humana de pertencer a um grupo.